Atenção!
O item de notícias que você está visualizando está no formato antigo do site. Podem haver alguns problemas de representação em algumas versões de navegadores.

Fechar

Equipe Brasileira "Game-Over" Espera Ganhar nas Qualificatórias da 6ª Temporada da WGLNA

Levando consigo a bandeira de seu país de origem, o Brasil, a Game-Over tem sido a equipe top da América do Sul em World of Tanks, desde que começou competindo na 2ª Temporada. Depois da fusão que não deu muito certo com a Time Out, no ano passado, as duas equipes decidiram seguir caminhos separados e agora ambas tentam regressar à Liga Gold através das Qualificatórias Abertas (cuja final será transmitida no Twitch em 12 de junho).

A Wargaming falou com um dos pesos pesados da Game-Over, Michael Nishijima, também conhecido como Orange_Kataphrakt (ex-TankingDakka), para saber o que ele pensa das qualificatórias que acontecerão em breve e o significado que o regresso à Liga Gold teria para a sua equipe.

Wargaming: De que maneira você acha que o panorama competitivo na América do Sul cresceu desde que a Game-Over começou jogando na 2ª Temporada?

Orange_Kataphrakt: O WoT está sendo jogado de uma maneira bastante competitiva nesse momento, principalmente desde que nossa equipe de torneios se separou. Mas isso se refere ao panorama de eSports. Quando à rivalidade entre clãs no jogo, diria que tem aumentado muito nos últimos tempos. Têm surgido clãs brasileiros menores e estamos reunindo, aos poucos, nossos antigos jogadores do clã brasileiro ROTA.

Quais são os principais desafios de jogar competitivamente no Brasil que muitos dos fãs da América podem não perceber?

Principalmente, o ping e os problemas de conexão. Normalmente, a gente joga com cerca de 150 a 200 de ping e, por causa disso, acabamos recebendo tiros que de outra maneira não receberíamos. Mas para dizer a verdade, o fato de termos participado da Liga Gold foi um sonho que realizamos. Quase fomos a Vegas!

Quanto tempo sua equipe tem passado se preparando para as qualificatórias?

Infelizmente, a gente não se considera uma equipe profissional. Não temos apoio e muitos de nós trabalhamos... cerca de 90% de nossa equipe, na verdade. Então, a gente não tem conseguido treinar muito para as qualificatórias. Mas, também, treinar nunca foi algo muito comum na nossa equipe. Treinar é algo que a gente só fazia quando conseguíamos pegar um jogador ou dois para planejar uma tática para um mapa.

Todo mundo sabe que, desde que a Game-Over e a Timed Out se separaram, as duas equipes desenvolveram uma forte rivalidade. Como você compararia as duas equipes, em termos de nível de habilidade, na véspera das qualificatórias?

A única diferença entre a gente são os jogadores. Quanto a habilidades, diria que não tem tanta diferença assim. Mas o caminho que a Game-Over percorreu é um caminho em que lutamos para subir pelas ligas Bronze e Silver e depois competimos na Liga Gold por algumas temporadas, e isso conta como experiência. A Timed Out participou de uma única Liga Gold com a equipe da Game-Over. Diria que eles podem ter capacidades, mas não têm tanta experiência como nós.

Por que a Game-Over é a equipe a derrotar nas qualificatórias?

Nunca foi fácil! [risos] Sempre nos preocupamos ao pensar nas equipes que iríamos enfrentar, principalmente as equipes da América do Norte, com muito mais experiência do que nós. Mas conseguimos passar por isso. Podemos não treinar muito, nossos jogadores podem não ter tanta habilidade ou experiência como alguns deles, mas a gente sempre dá o nosso melhor para tentar atingir nossos objetivos e, até agora, tem funcionado.

Todos os membros da sua equipe são do Brasil? Qual é a faixa etária?

Felizmente, nesse momento, só temos jogadores do Brasil. Temos jogadores com idades entre os 18 e os 25 anos e apenas um jogador com cerca de 35 anos.

Quão importante é para vocês representarem o Brasil no torneio e provarem que as equipes da América do Sul podem competir com os melhores?

A nossa equipe tem tido o prazer de levar consigo a bandeira do Brasil e temos orgulho em representar o nosso país. Estamos mais que felizes em ajudar a fazer a competição crescer no Brasil, quer nos qualifiquemos ou não. A gente vai competir na liga Bronze, Silver, Gold ou outra qualquer. Ajudaremos a Wargaming a desenvolver esse jogo no nosso país e esperamos ter uma base de jogadores mais forte do que qualquer outro jogo MOBA.

Falando um pouco mais sobre a Timed Out: O que aconteceu entre vocês nos bastidores? O que causou a rivalidade?

Nós não temos nada contra nenhum jogador da equipe deles, mas se teve alguma tensão entre nós é porque o nome Timed Out era uma criação nossa e, quando a equipe se separou, concordamos entre as duas equipes que o nome NÃO seria usado e eles aceitaram isso. Entretanto, sem sabermos eles formaram um clã e continuaram usando o nome que ficou conhecido graças ao nosso esforço. Isso foi a única coisa. Eles não honraram o acordo que fizemos e agiram de forma infantil. Foi assim que começou a rivalidade.

Quais são as suas previsões para as qualificatórias?

Bem, a gente não tem quaisquer previsões nesse momento. O caminho para as qualificatórias será incrivelmente duro e eu não quero perder a sorte aqui! Com certeza que faremos todos os esforços para voltar à Liga Gold. Se não conseguirmos ganhar, vamos simplesmente continuar trabalhando para chegar novamente à Liga Silver.

Fechar