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Confira a entrevista com a Sissel, jogadora profissional da INTZ

@WG: Quando você começou a se interessar por games?

Sissel: Eu tinha 12 anos quando comecei a me interessar por jogos em geral. Jogos mais sérios, que requeriam habilidades individuais, como no Multiplayer, foi com 17 anos. Nessa época, comecei a jogar World Of Tanks. 

@WG: Com qual jogo você começou a se interessar pelo cenário competitivo?

Sissel: Foi o próprio World of Tanks que “abriu os meus olhos” para esse cenário, que até então eu não conhecia. Mais precisamente, aconteceu quando eu conheci o meu namorado, que já jogava WoT havia um tempo. O sonho dele era ser um atleta de eSports.

@WG: Qual a sua posição no time e por que você tem essa posição?

Sissel: Bem, o competitivo de World of Tanks é baseado na formação 7/68, sete jogadores mais seis tanques nível X e um VIII, ou cinco tanques nível X mais dois IX. Geralmente o jogador que joga de nível 8 usa um tanque scout ou, às vezes, uma artilharia. Na posição do nível 9 os tanques são muito variáveis de mapa para mapa. Essa é a minha função, jogar nesses parâmetros. Porém, atualmente, tenho jogado com nível X em nossos treinos, pois estamos testando coisas novas no nosso time. 

@WG: Quanto tempo você joga World of Tanks?

Sissel: Jogo desde 2012. No entanto, comecei a levar a sério mesmo em 2014.

 

Sissel - INTZ WOT Team

@WG: Qual é o tipo de tanque que você prefere jogar? Isso reflete no cenário competitivo?

Acredito que sejam os tanques Médios, pois possuem várias qualidades que dão muito mais vantagem se comparado a outros tanques, tanto em partidas públicas quanto no competitivo, tais como: mobilidade, reload rápido, visão, camuflagem e dano. Tendo isso em mãos, e sabendo dominar esse estilo de jogo, qualquer um consegue fazer partidas boas. Tanto é que a maioria dos jogadores bons (unicums) jogam bastante de Médios. A escolha de tanques que cada jogador gosta de jogar reflete, e muito, no competitivo, pois cada tanque possui um estilo de jogo diferente. Se a pessoa se prende a apenas um estilo de jogo, é complicado para ela se adaptar a novas formas de gameplay. Por isso, é sempre bom variar também. 

@WG: Faz alguma diferença pra você ser a primeira mulher pro player de WOT no Brasil?

Sissel: Querendo ou não, faz diferença. No sentido de que infelizmente o público feminino não leva muito a sério a ponto de se destacar, tanto no Brasil quanto em outros países. 

@WG: Existe algum tipo de tratamento diferente, tanto bom quanto ruim, por você ser mulher?

Sissel: Olha, eu nunca gostei de exclusividade. Acredito que, independentemente de gênero, todos devem nos tratar igualmente. No entanto, gostando ou não, acaba-se tendo tal exclusividade quando o público descobre que sou jogadora pro de WoT, ou até quando descobrem que a equipe de World of Tanks do INTZ tem uma garota no time. É algo que vou ter que me acostumar. Fora isso, dentro do time todos me tratam de forma igual, sem preconceitos. Até hoje, dentro do jogo, nunca presenciei o famoso cyber-assédio. Ainda bem. Até porque antes de deixar isso acontecer eu mudei o meu Nickname, que antes era Sissel (por mais que fosse um nome diferente algumas pessoas reconheciam que era um nome feminino), para um Nick neutro, que é o meu atual: “SESD95”. Talvez, futuramente, isso (assédio) possa ocorrer, conforme eu for crescendo no cenário e as pessoas forem me conhecendo. Mas é algo que eu vou ter que aprender a lidar. 

@WG: Quais são as suas atividades fora do World of Tanks?

Sissel: Atualmente estou no 2º ano do curso técnico de Alta Gastronomia. Nas horas vagas eu gosto de praticar exercícios físicos, musculação, e também gosto muito de praticar piano, que toco há 15 anos. 

@WG: Chegamos ao fim da entrevista. Você tem algum recado que queira passar para a galera que te acompanha?

Sissel: Gostaria de agradecer muito a todos que me conhecem, aos que me acompanham diariamente nas minhas lives, a todos que me dão suporte para fazer o que faço e, principalmente, ao INTZ por nos dar essa chance maravilhosa de trabalhar com eles. Agradeço de coração. E, mais do que tudo, quero deixar claro que eu levo muito a sério o que faço, sempre procurando melhorar e mostrar o porquê eu jogo World of Tanks. #GOINTZ

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